Jarbas Mariz - Transas do Futuro (1977)


O cantor e compositor Jarbas Mariz iniciou sua carreira na Paraíba e vem desenvolvendo sua arte desde 1968, primeiro tocando nos conjuntos de baile “Pedras Rolantes” e "Os Selenitas" e depois defendendo músicas de outros compositores em festivais até assumir seu próprio trabalho.

Jarbas gravou seu primeiro disco solo, "Transas do Futuro", em 1977, pela Erla/Rauland. Em 1990 gravou, com Lula Côrtes, o Álbum Instrumental "Bom Shankar Bolenath" (Acordemo-nos Deuses e Deusas a nossa própria Divindade).

Iniciou seu trabalho em estúdio nas gravações de outros compositores e, já em 1974, participou do LP "Paêbiru", de Zé Ramalho e Lula Côrtes. Em 1980, além da gravação instrumental, fez todos os arranjos de base de viola de 12 cordas do segundo LP de Cátia de França - "Estilhaços" - CBS. Participou também do álbum coletivo "Música da Paraíba Hoje - Vol. 1" (1982) com a música de sua autoria "Um certo pessoal". Com a palavra; Jarbas Mariz... "Transas do Futuro" foi meu primeiro trabalho autoral em disco.

O contato com a gravadora foi assim, por acaso. Em 1977, eu estava me restabelecendo de um acidente de carro e fui passar uma temporada, com mei irmão João Bosco, na cidade de Paragominas PA, onde ele morava.
 Através dele fiquei sabendo que a gravadora Rauland- Erla (Em Belém/PA) estava selecionando trabalhos paragravar. Eu tinha levado comigo uma fitacassete com algumas músicas gravadas ao vivo, do show "3 Aboios Diferentes" ( Jarbas Mariz, Zé Ramalho, Hugo Filho ( Huguinho) - Teatro Santa rosa - João Pessoa/PB 1975), e fui mostrar para os produtores José Ferreira (Diretor da gravadora) e Guilherme Coutinho. Este argumentou sobre a qualidade do trabalho e a importância de ter um artista com um estilo diferente de música no elenco da gravadora onde o investimento maior era na valorização dos ritmos Paraenses, e sugeriu que eles apostassem no projeto, arregimentassem músicos de Belém e gravassem o dico. E assim foi feito!

As canções desse Compacto Duplo foram retiradas da minha primeira leva de composições. As letras retratam aquilo que eu lia, via, ou vivia naqueles momentos, com as referências que eu tinha na época.
Talvez sejam ingênuas, mas são muito verdadeiras, porque elas trazem a simplicidade e a vontade de refletir sobre um mundo melhor e a importancia da natureza em nossas vidas. A capa do disco é o proprio retrato dos anos70. Foi feita por Baby, músico paraibano que tocou comigo durante muitos anos. E com pensamento em dias melhores, o disco foi batizado de... "TRANSAS DO FUTURO". (Texto: Música da Paraíba).




Discografia
 
Senha do arquivo: brrock

 

Transas do Futuro (1977)
01. Transas do Futuro
02. Quero Jogar Cartas Com a Humanidade
03. Paragominas
04. Merece Ser



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