Mopho - Discografia


Mopho é uma banda brasileira de Rock Psicodélico formada em 1996, na cidade de Maceió, Alagoas. Seus integrantes são João Paulo (guitarra, violão e voz), Rodrigo Sarmento (bateria), Bruno Ribeiro (contrabaixo) e Dinho Zampier (teclado).


História

A banda tem suas origens em 1989 na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, quando João Paulo e Junior Bocão formam uma banda cover de Beatles.
Em 1994, João Paulo muda-se para Maceió e forma a banda Água Mineral, de rock and roll e blues, e em 1996, muda o nome da banda para Mopho. O nome é originado de brincadeiras de amigos que, na efervescência do movimento Manguebeat em Recife, disseram que a banda ia "mofar" no estúdio.
Em 1997, João Paulo, Hélio Pisca e Alessandro Aru gravam a primeira demo tape da banda intitulada de "Uma Leitura Mineral Incrível", que foi lançada apenas em formato K7 e com forte sonoridade de rock progressivo (participação de Leonardo Luiz no teclado). Em 1998, após a saída de Alessandro Aru e a entrada de Junior Bocão e Leonardo Luiz, a banda grava a segunda demo tape com o nome de "Um Dia de Cada Vez", esta já em CD.

Mopho

O homônimo álbum, prensado e vendido por Luiz Calanca, foi gravado em 1999 e lançado em 2000 pelo selo paulistano Baratos Afins. Este trabalho foi muito aclamado pela crítica nacional e projetou a banda em importantes festivais de música independente como Abril Pro Rock, Porão do Rock, Balaio Brasil, Festival de Inverno de Garanhuns. Com o disco, a banda chegou a figurar em um TOP 35 da rádio californiana KALX, de Berkeley, e arrancou vários elogios como do ex-Mutantes Arnaldo Baptista, do maestro Rogédio Duprat, até de uma banda americana Wondermints, que acompanhava o Brian Wilson, do The Beach Boys, em turnê2 .
Este álbum é considerado um dos melhores álbuns da década de 2000.


Sine Diabolo Nullus Deus

Após o grande sucesso do primeiro álbum, a banda se dissolve em 2003 quando estava prestes a lançar o segundo trabalho. Junior Bocão e Hélio Pisca vão para São Paulo e formam a banda Casa Flutuante, enquanto João Paulo grava com Leonardo Luiz o Sine Diabolo Nullus Deus, lançado pela Baratos Afins em 2004. A banda resolve continuar suas atividades com outra formação tendo João Paulo (Guitarra), Nardel Guedes (Guitarra), Jeff Joseph (Bateria), Mano (Baixo) e Dinho Zampier (Teclados) entrando no lugar de Leonardo Luiz. Durante alguns anos a banda continuou fazendo shows tocando musicas deste disco além das canções do primeiro álbum. Esta formação se mostrou inconsistentes ao longo do tempo, tendo várias entradas e saídas de integrantes, entre os que fizeram parte da formação deste período Adriano (Bateria) e Samuel (Bateria). Neste mesmo período a banda fez um show de pré-lançamento do filme baseado na obra de Angeli "Wood & Stock" em sua cidade, onde executaram a música "Quando você me disse adeus" presente no longa, foram destaque também em duas apresentações no Teatro Deodoro, celebre casa de espetáculos Alagoano.


Casa Flutuante

Instalados em São Paulo, Bocão e Hélio Pisca lançam, em 2004, o disco A Terra É Nossa Casa Flutuante.


Volume 3

Em 2008, após cinco anos separados, o grupo anuncia o retorno e com planos para um novo disco. Em 2011, o disco Volume 3 é lançado pela Pisces Records. (Texto: Wikipédia).


Brejo

Os fãs do Mopho podem falar o que quiser, não importa o que eles digam: que a melhor canção é Tão Longe ou que é Não mande Flores – ou Caixa de Vidro ou Dani Rabiscou… Isso tudo é bobagem e eles sabem disso. O Mopho, cara, é como o vinho que se encorpa e apura o sabor com o decorrer do tempo. Eis a prova disso: as músicas do Brejo, quarto álbum da banda, lançado sete longos anos depois do Vol. 3, soam como clássicas, trazendo a força, a beleza, a naturalidade melódica das composições de João Paulo. A mais querida e mais influente banda de rock da cidade segue firme, com uma sonoridade que não deixa brechas para o vácuo, para a falsidade ou para o tatibitate das bandas adolescentes. O Mopho voa longe, viajando do romance das letras aos solos delirantes de guitarra e teclado.
 
O vocal de João Paulo amolda-se às canções com uma leveza e segurança – e uma emoção que se não se encaixa como uma luva, responde as expectativas do ouvinte como uma taça de champanhe brindando o ano novo. Ou como um copo de conhaque para abrir a goela e cantar com a verdade de quem não tem receio de expor o próprio desejo e o próprio coração. É uma festa de sentimentos e paixões: uma avalanche, uma correnteza sonora que te leva tão longe, tão perto, aqui, ali – em todo lugar. Se vinho ou cerveja, se conhaque ou uísque, tudo depende do momento: o que rolou acaba virando uma linda canção. A vida do cantor e a de todos nós, não é assim que são compostas as melhores músicas de todos os tempos? Especialmente quando o artista se dispõe a ser honesto no trabalho e a labutar com preciosismo, atendendo as exigências dele mesmo, de alguém que construiu um legado e continua a dar as cartas, reconhecendo-se como legenda criadora de um capítulo fundamental do rock alagoano e do rock brasileiro.
 
João Paulo canta, afinal, desvinculado do rótulo de banda psicodélica ou retrô. O psicodelismo continua, sem dúvida, com arranjos, por assim dizer, circulares: a roda gigante, o carrossel de fantasias que faz de novo acreditar no sonho, no amor e nas canções – no poder da música. A alma de João Paulo é muito velha, bicho. E ele tem consciência disso, pulando de uma canção à outra como um Merlin alquimista transformando pedra em ouro. As andanças musicais do cantor compositor guitarrista passeiam pela Jovem Guarda e Beatles, pelo Pink Floyd e pelos seminais Rita Lee & Tutti Frutti. E pela Casa das Máquinas, sempre. Não conhece essas bandas? Ah, claro que você conhece o caldeirão de rock que formou o Mopho e que continua alimentando a inspiração in natura de João Paulo.
 
Abra o seu coração, parece dizer o poeta, busque o seu amor – cante-o se você o perdeu. Estou no limiar do meu desterro/ Do meu desapego/ Ancorado em mares medonhos/ Lar de agonia velada/ De fúria alucinada/ Morada da minha loucura – ele canta em Limiar, já no ranking de “a melhor de todos os tempos”.
 
Há outras na lista das dez melhores canções de rock. Um punhal de prata/ Cravado no peito/ Não derramem lágrimas/ Joguem meu corpo aos porcos/ Eu nunca existi, derrama-se o bardo em Fandango (Joguem meu Corpo aos Porcos). E em Não sou de Ninguém, ele avisa: Ouça essa canção/ Que te fiz amor vazio/ Tu não sabes o quanto custa/ Gostar assim.
 
E aí você chora e se lembra do passado, retorna às merdas que fez e às que fizeram com você. E vislumbra o ser poderoso que é, de repente na rua na chuva gritando a todo pulmões: Faça chorar/ Deixe sangrar/ Não tenha medo/ Não hesite/ Não há fim – Deus Está Nu, abrindo essa obra-prima chamado Brejo.
 
Há muito que o Mopho é um fenômeno. Desde que surgiu em 1996, a banda foi sedimentando um terreno de canções acachapantes, do tipo que grudam no ouvido e se tornam inesquecíveis, reverberando pela alma e pelo corpo: da mente alucinada ao coração apertado e vice versa. Músicas que se tornaram parte da nossa história pessoal.

Atualmente formado por João Paulo mais Dinho Zampier – tecladista e também produtor musical, junto com João, do disco Brejo –, e Leonardo Luiz, o sensível contrabaixista que, entre idas e vindas, acompanha essa trajetória desde 1998, para o álbum o grupo contou com a bateria de Rodrigo Peixe. A fotografia promocional da banda foi feita por Fernando Coelho.

E é isso aí. Deus salve o rock alagoano e uma vida longeva para esse monstro sagrado: o Mopho.  (Texto:Crooked Tree Records)


Discografia

Senha: brrock
 
 
Mopho (2000)
01. Nada Vai Mudar
02. A Geladeira
03. Não Mande Flores
04. Ela Me Deu um Beijo
05. Tudo Vai Mudar
06. Tão Longe
07. Uma Leitura Mineral Incrível
08. Eu Quero Tudo
09. A Carta
10. Já Não é Mais
11. Mosca Sobre a Cabeça
12. Um Dia de Cada Vez
13. Vamos Curtir Um Barato (Meu Bem)



Sine Diabolos Nullus Deus (2004)
01. A Música Que Fiz Pra Você
02. O Amor é Feito de Plástico
03. Caixa de Vidro
04. Tanto Barulho Por Nada
05. Eu Não Vou Chorar
06. Por Um Punhado de Dólares
07. Eu Segui O Brilho do Sol
08. Quando Você Me Disse Adeus
09. Sine Diabolos Nullus Deus
10. Um Lindo Dia de Sol
11. Hoje Eu Lembrei do Seu Sorriso
12. Nunca Deixei de Acreditar
13. Well, Well... Oh Yeah!



Volume 3 (2011)
01. Dani Rabiscou
02. Quanto Vale Um Pensamento
03. As Marias
04. Pessoas São De Vidro
05. Prelúdio
06. Você Sabe Muito Bem
07. Caleidoscópio
08. A Malvada
09. Produto Ordinário Popular
10. O Infinito



Brejo (2017)
01. Deus Está Nu
02. Tudo Acaba No Carnaval
03. Beija Me (Sem Você No Jogo Eu Me Fodo Todo)
04. Limiar
05. Cão Sem Dono
06. Fandango (Joguem Meu Corpo Aos Porcos)
07. Não Sou De Ninguém
08. Brejo


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